quinta-feira, 12 de maio de 2011

Oscar de Melhor Ator

Os textos da Trip são tão bons que eu não vou escrever nada além disso. Segue material que foi publicado aqui.

O preço da fama

Ser artista de cinema não é pra qualquer um ou, no caso, pra qualquer Fusca. Por isso o cineasta Marcelo Masagão criou um modelo único para atuar em seu próximo filme
Texto por Caio Ferreti

O nome do filme não é Se meu Fusca falasse, o carro não se chama Herbie e muito menos tem vontade própria. Tudo bem, nem precisava. Mesmo sem todos esses apetrechos, o Fusca 1968 do cineasta Marcelo Masagão (na foto ao abaixo) estará nas telas de cinema como um personagem bem estiloso. Para entrar em cena no longa Otávio e as letras, que estréia este mês (estrou em abril), o carro recebeu um tratamento especial. Passou a ser um tradicional táxi do fim da década de 60, com direito a taxímetro e rádio originais de época, e ainda ganhou um detalhe a mais um tanto quanto curioso: toda a parte interna foi forrada com o mapa de São Paulo. Ótimo acessório para um taxista que roda o dia inteiro pela cidade. “Eu quis fazer um taxista interessante, singular”, justifica Masagão. “O Fusca é um bicho carismático. Talvez a única invenção boa do Hitler”, completa.

Foto: Nelson Mello
Valor da reforma: R$ 5.000. Quase o dobro dos R$ 3.000 pagos quando o carro foi comprado, em 1999. Aliás, a história da compra também tem ligação com um dos filmes do cineasta. Quando fez o documentário Nós que aqui estamos por vós esperamos, Masagão herdou algo além do sucesso do filme. Uma dívida de US$ 17.000. A solução foi vender a caminhonete S10 que tinha, pagar a dívida e comprar o Fusquinha para não ficar a pé. “Não imaginava que estaria com ele até hoje. Mas agora ele está ocupando um espaço maior do que deveria”, diz. Problema fácil de resolver. Agora o Fusca Táxi, praticamente um ator de cinema, está à venda. Masagão pede R$ 30.000 por sua peça única.
Foto: Nelson Mello
Se dependesse do presidente do Fusca Clube do Brasil, Andreas Wolfsohn, o carro do cineasta faria parte do grupo. “Ele seria interessante para participar de exposições”, diz. “Toda mostra do clube tem um Fusca diferente, são eles que fazem o show do evento”, completa Andreas. O diferencial e a singularidade do Fusquinha de Masagão são garantidos. Só faltava mesmo falar.

VAI LÁ: Quer comprar? Escreva para marcelomasagao@uol.com.br. Sobre o filme: www.filmesdomasagao.com.br
 
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